Está começando, já começou. Muita coisa já aconteceu , gente casou , descasou, nasceu e morreu.Eu parado aqui em frente a tela gelada do computador fico a pensar. “Está na hora de fazer minha lista de resoluções para o Ano Novo”.
Antes preciso explicar que mesmo tendo pouca disciplina pra montar listas de coisas a fazer, levo com alguma seriedade os planos e metas para o Ano Novo. Minto, levava. Depois que me separei perdi um pouco a inspiração para construir a partir de metas. Já disse e repito, esse é o tipo de coisa que funciona e talvez só funcione se for tratada a dois.
Longe de mim tirar as possibilidades de felicidade daqueles que escolheram a vida de solteiro. Todavia, pra mim e pra outras pessoas que tenho observado, a vontade e a seriedade dessas listas só funcionam mesmo quando sonhadas em par.
E se estamos por aqui falando de amor , tenho que lhes confessar, eu tenho sim um grande amor. Ou seja, tenho dores de cabeça, dores no peito, angústias e aflições pra fazer a alegria de qualquer psicoterapeuta e claro, tenho também planos. Muito deles.
Alguns são pra esse ano, outros tendem a começar, mas acabam mesmo só lá na frente e como a maioria deles já se iniciaram ao longo do ano passado, fico agora em linguagem popular num tal de “mato sem cachorro” com essa obrigação de fazer a tal da lista.
Acredito, fora as coisas banais do tipo “passar o pano de chão no apartamento 1 vez por semana” e “manter o estoque de leite desnatado positivo”, que o que é sério mesmo em minha vida neste ano foi tudo decidido ao longo do ano passado e o que tenho a fazer agora é só continuar.
Continuar da melhor forma neste momento é primeiro manter se presente, atento e disposto. É não deixar os desejos findarem e as vontades passarem. É manter se firme com o propósito que me fez e me trouxe o amor à porta.
Será um ano difícil, toda continuação é difícil, mas sem o meio não temos como concluir. Será um período de equilíbrio e principalmente, agora que está claro o meu destino, um momento de aferição dos sentimentos.
Ou seja, parte implícita das minhas resoluções deve ser voltar com alguma frequência para me entregar em palavras a esse refúgio.
Feliz Ano Novo.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
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