Hoje o assunto muda.
Não que o outro tenha acabado.
Não que eu tenha mudado.
Não me acabei.
Mas mudei.
Vou pro início
Se o meio não progride
Se o fim não me aparece.
No começo tudo é mais leve.
No fácil o fim é suave.
Recomeçarei.
Hoje a vontade muda.
Sem perder sua intensidade.
Sem perder a verdade.
Respira.
E se mantêm.
Vou pintar os sonhos,
.....................sem rasuras.
Contornarei pelas bordas,
....................sem pressão.
Chega de contraste,
Só por hoje, lhe quero cor.
domingo, 18 de novembro de 2007
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Quem são as flores?
Era chegada a hora, tinha que ser. Já fazia algum tempo que aquele tema a incomodava. Não o tema em si, mas a motivação que ele tinha para tratá-lo. Isso lhe bastava, lhe condenava e tinha que mudar. Mesmo que na prática isso não alterasse nada.
Ele e ela tinham um acordo. Nunca ninguém viu, nunca ninguém assinou, mas existia no silêncio dos corpos nus sobre a cama algo que fazia existir entre ambos uma aliança . Ela sabia e ele sabia que a vida depois daquele laço nunca mais seria a mesma, mas a sua saudade, sua tristeza e sua vontade pediam para que ela quebrasse o acordo. Mesmo que na prática isso não mudasse nada.
Era difícil pra ela lembrar dos tempos em que os dois permitiam se tudo, com todos e para todos. Doía lhe o peito pensar que aquela amizade já não cabia mais em seu objetivo, em seu querer.
Ela não era apegada a isso, nunca imaginou que seria, não com ele. Pior, assumir a condição absoluta de querer só pra si, proporcionava ter que dar toda de si. E isso ela nem podia, talvez isso ela nem queria. Mas mesmo assim ela decidiu fazer, decidiu cobrar. Mesmo que na prática isso não mudasse nada.
Pois ela foi, respirou fundo e meio sem jeito disse sem hesitar, sem chorar, sem pensar, mas disse alto, “não quero ser mais uma flor”.
Ele, que de tão longe vinha regando o jardim, que a tanto sofria com os espinhos das flores que podava e sempre esperou por isso, mal soube o que fazer, mal soube como sorrir. E sua resposta foi muito simples, “você é todas as flores e a única flor de meu jardim”.
E isso ele podia provar.
Mesmo que na prática, isso não mudasse nada.
Ele e ela tinham um acordo. Nunca ninguém viu, nunca ninguém assinou, mas existia no silêncio dos corpos nus sobre a cama algo que fazia existir entre ambos uma aliança . Ela sabia e ele sabia que a vida depois daquele laço nunca mais seria a mesma, mas a sua saudade, sua tristeza e sua vontade pediam para que ela quebrasse o acordo. Mesmo que na prática isso não mudasse nada.
Era difícil pra ela lembrar dos tempos em que os dois permitiam se tudo, com todos e para todos. Doía lhe o peito pensar que aquela amizade já não cabia mais em seu objetivo, em seu querer.
Ela não era apegada a isso, nunca imaginou que seria, não com ele. Pior, assumir a condição absoluta de querer só pra si, proporcionava ter que dar toda de si. E isso ela nem podia, talvez isso ela nem queria. Mas mesmo assim ela decidiu fazer, decidiu cobrar. Mesmo que na prática isso não mudasse nada.
Pois ela foi, respirou fundo e meio sem jeito disse sem hesitar, sem chorar, sem pensar, mas disse alto, “não quero ser mais uma flor”.
Ele, que de tão longe vinha regando o jardim, que a tanto sofria com os espinhos das flores que podava e sempre esperou por isso, mal soube o que fazer, mal soube como sorrir. E sua resposta foi muito simples, “você é todas as flores e a única flor de meu jardim”.
E isso ele podia provar.
Mesmo que na prática, isso não mudasse nada.
domingo, 11 de novembro de 2007
meu coração de presente
Se ofereço é porque tenho
Não se dá o que não se possui
Pode se perder em matéria, mas não se perde em intenção.
Se você recebe é porque o quer
E isso não é uma necessidade, você já tem o seu.
Se o faz é porque acredita que há o que lhe é de presente.
Se é meu e então é seu.
Somos dois que o possui como verdade
E isso não é mentira.
Se as palavras, lindas palavras roubam lhe o conteúdo.
Elas só existem porque ele pulsa.
Ele só dói porque ama
Meço o amor que foi pela dor desse que fica
Se isso nunca aconteceu é porque hoje você é meu motivo.
E ele só ama porque você me fez senti-lo.
E isso não é pretexto.
Não se dá o que não se possui
Pode se perder em matéria, mas não se perde em intenção.
Se você recebe é porque o quer
E isso não é uma necessidade, você já tem o seu.
Se o faz é porque acredita que há o que lhe é de presente.
Se é meu e então é seu.
Somos dois que o possui como verdade
E isso não é mentira.
Se as palavras, lindas palavras roubam lhe o conteúdo.
Elas só existem porque ele pulsa.
Ele só dói porque ama
Meço o amor que foi pela dor desse que fica
Se isso nunca aconteceu é porque hoje você é meu motivo.
E ele só ama porque você me fez senti-lo.
E isso não é pretexto.
Lágrimas
Sempre apreciei a chuva,
Não saberia dizer qual o motivo desse fascínio.
De certo, sua melancolia me comove.
Isso é bem notável, se você me conhece sabe disso.
Mas a chuva mexe comigo como poucas damas mexeram.
Talvez pelo conforto,
Ela lá fora me traz a delícia de estar aqui dentro.
Talvez pelo cheiro,
Ah , como é gostoso o cheiro da chuva evaporando no chão quente.
Ou numa tarde ensolarada trazendo a névoa de poeira do campo.
Talvez pela dor,
Ninguém é impassível à chuva.
Isso é certo, não se pode negar.
Ela gela, ela lava, ela cega.
Mudamos o nosso tempo , mudamos nossas direções.
Alteramos nossas vidas entre os caminhos que se molham.
Gosto de vê-la chegar
Fico admirado com a imponência de seu anúncio.
Nuvens negras, ventos fortes.
Gosto até do medo , medo da água.
Logo nós que somos tanto líquido.
A chuva que germina, também afoga.
È só água , mas bem podia ser amor.
Amor, coisa gostosa, coisa perigosa.
Faz a gente por pra fora o que temos de melhor.
Faz a gente ver lá dentro o que temos de pior.
A diferença existe somente no ir e vir, no chegar e partir.
Fecho os olhos e lembro da cidade e suas luzes refletidas na tela do asfalto.
Gotículas nos vidros , formam quadros que flutuam.
Lá fora escuto a chuva marcando o tempo dos carros que passam.
Sinto a face molhada ,
Entre meus dedos gotejam sonhos.
Provo seu sabor , não quero perder a sua intensa vontade de cair
É salgada.
É só água, mas bem podia ser amor.
Não saberia dizer qual o motivo desse fascínio.
De certo, sua melancolia me comove.
Isso é bem notável, se você me conhece sabe disso.
Mas a chuva mexe comigo como poucas damas mexeram.
Talvez pelo conforto,
Ela lá fora me traz a delícia de estar aqui dentro.
Talvez pelo cheiro,
Ah , como é gostoso o cheiro da chuva evaporando no chão quente.
Ou numa tarde ensolarada trazendo a névoa de poeira do campo.
Talvez pela dor,
Ninguém é impassível à chuva.
Isso é certo, não se pode negar.
Ela gela, ela lava, ela cega.
Mudamos o nosso tempo , mudamos nossas direções.
Alteramos nossas vidas entre os caminhos que se molham.
Gosto de vê-la chegar
Fico admirado com a imponência de seu anúncio.
Nuvens negras, ventos fortes.
Gosto até do medo , medo da água.
Logo nós que somos tanto líquido.
A chuva que germina, também afoga.
È só água , mas bem podia ser amor.
Amor, coisa gostosa, coisa perigosa.
Faz a gente por pra fora o que temos de melhor.
Faz a gente ver lá dentro o que temos de pior.
A diferença existe somente no ir e vir, no chegar e partir.
Fecho os olhos e lembro da cidade e suas luzes refletidas na tela do asfalto.
Gotículas nos vidros , formam quadros que flutuam.
Lá fora escuto a chuva marcando o tempo dos carros que passam.
Sinto a face molhada ,
Entre meus dedos gotejam sonhos.
Provo seu sabor , não quero perder a sua intensa vontade de cair
É salgada.
É só água, mas bem podia ser amor.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Ninguém é uma ilha!
Em algum lugar do passado eu me lembro, lembro bem e isso é bem louvável se pensarmos que ando lembrando cada vez menos das coisas, de uma frase que dizia:
“Ninguém é uma ilha”.
Acho que ela diz muito, pelo menos a mim!
E acho bem assim, me acompanhem,
Nascemos, vivemos e morremos em sociedade e poderíamos até tentar, mas em “poucos casos” conseguiríamos viver com alguma comodidade e conforto sem que estabeleçamos algum tipo de convívio e troca, acredito que ninguém passa incólume à sociedade que vive.
Mais do que isso, é através dessas relações (sociais, familiares, comerciais, políticas, etc.) que alcançamos o nosso lugar no mundo, tudo bem, esse lugar nem sempre é lá aquela coisa, mas está lá, é teu e de mais ninguém.
Tá, os detalhistas vão me aparecer com histórias de miséria absoluta nos confins da África, Caribe ou até mesmo ali, logo ali no sertão. Tudo bem, tem gente sim, que nasce e morre sem ser ou conseguir ser alguém e em sua miserável passagem nesse mundo nos deixa quando muito um ponto pra cima ou pra baixo em alguma estatística.
Sem contar aquela notícia que o primo da cunhada disse que ouviu falar sobre um tal de eremita que vive muito bem , feliz e sossegado lá nos confins do pacífico. Não se faça de desentendida, não falo disso
Estou falando de um cotidiano todo nosso, meu , seu, do cara aí do lado e daquela senhora ali em cima.Aliás , para ser mais justo e direto, vou também entrar no papo. Vamos falar de amor então.
Lá do começo:
“Ninguém é uma ilha”.
Bem, sentimentalmente falando existe controvérsias. Mas de novo eu vou insistir no caminho da aceitação do que sugere a frase. Então eu sou do time do “sim” e espero que você deixe de simpatia com o time de lá, certo? De acordo?
Então, como dizia, acredito realmente que pensar a solidão como caminho , nos direciona a posição oposta ao sentido natural que temos na vida. O sentido do encontro, da troca, do compartilhamento e da soma.
Veja, é muita coisa pra ser desprezada. Tudo que se constrói parte de um principio de aglutinação e não de fragmentação. Estar só é perder o ponto de reflexão do nosso próprio eu. É perder a harmonia e o equilíbrio entre os desiguais e profundamente é mergulhar num encontro íntimo ao lugar nenhum.
Poxa, e você me diz, as crianças são lindamente tão só quando decidem fazer do seu momento um momento próprio e solitário no brincar, no brincar só.
E eu te digo, quantos momentos de intensa alegria se vivem no brincar acompanhado, antes e depois do estar só, quantas teorias são postas em prática, quantas sonhos são repartidos, quantas vontades são vivenciadas acompanhadas, depois daqueles momentos de intensa solidão voluntária.
Taí um termo interessante, “solidão voluntária”. È essa a solidão que admiramos no brincar só de uma criança. Vemos a sua concentração, seu empenho, sua dedicação a alguma atividade ou a falta dela e achamos que ali existe um mundo só dela, não acreditamos em egoísmo e nem enxergamos tristeza. E nesse caso e é só por isso que a achamos bonita.
Eu sou egoísta nesse quesito, aliás, acho que era. Mas de fato tenho minhas manias, tenho meus momentos e embora estejam ficando cada vez mais raros, ainda usufruo ao meu modo dessa tal solidão voluntária. Já senti até muita falta quando não a tinha e uma vez adquirida , demorei a me mexer antes que deixasse de ser uma opção e virasse uma condição.
E por fim, acho que “a necessidade de ser solitário” é mais um caso do tipo de coisa que vivemos com absoluta certeza em alguma fase de nossas vidas, pra logo em seguida viver o contrário com plena satisfação.
E fica pra depois essa aqui.
“Ninguém constrói nada sozinho”
“Ninguém é uma ilha”.
Acho que ela diz muito, pelo menos a mim!
E acho bem assim, me acompanhem,
Nascemos, vivemos e morremos em sociedade e poderíamos até tentar, mas em “poucos casos” conseguiríamos viver com alguma comodidade e conforto sem que estabeleçamos algum tipo de convívio e troca, acredito que ninguém passa incólume à sociedade que vive.
Mais do que isso, é através dessas relações (sociais, familiares, comerciais, políticas, etc.) que alcançamos o nosso lugar no mundo, tudo bem, esse lugar nem sempre é lá aquela coisa, mas está lá, é teu e de mais ninguém.
Tá, os detalhistas vão me aparecer com histórias de miséria absoluta nos confins da África, Caribe ou até mesmo ali, logo ali no sertão. Tudo bem, tem gente sim, que nasce e morre sem ser ou conseguir ser alguém e em sua miserável passagem nesse mundo nos deixa quando muito um ponto pra cima ou pra baixo em alguma estatística.
Sem contar aquela notícia que o primo da cunhada disse que ouviu falar sobre um tal de eremita que vive muito bem , feliz e sossegado lá nos confins do pacífico. Não se faça de desentendida, não falo disso
Estou falando de um cotidiano todo nosso, meu , seu, do cara aí do lado e daquela senhora ali em cima.Aliás , para ser mais justo e direto, vou também entrar no papo. Vamos falar de amor então.
Lá do começo:
“Ninguém é uma ilha”.
Bem, sentimentalmente falando existe controvérsias. Mas de novo eu vou insistir no caminho da aceitação do que sugere a frase. Então eu sou do time do “sim” e espero que você deixe de simpatia com o time de lá, certo? De acordo?
Então, como dizia, acredito realmente que pensar a solidão como caminho , nos direciona a posição oposta ao sentido natural que temos na vida. O sentido do encontro, da troca, do compartilhamento e da soma.
Veja, é muita coisa pra ser desprezada. Tudo que se constrói parte de um principio de aglutinação e não de fragmentação. Estar só é perder o ponto de reflexão do nosso próprio eu. É perder a harmonia e o equilíbrio entre os desiguais e profundamente é mergulhar num encontro íntimo ao lugar nenhum.
Poxa, e você me diz, as crianças são lindamente tão só quando decidem fazer do seu momento um momento próprio e solitário no brincar, no brincar só.
E eu te digo, quantos momentos de intensa alegria se vivem no brincar acompanhado, antes e depois do estar só, quantas teorias são postas em prática, quantas sonhos são repartidos, quantas vontades são vivenciadas acompanhadas, depois daqueles momentos de intensa solidão voluntária.
Taí um termo interessante, “solidão voluntária”. È essa a solidão que admiramos no brincar só de uma criança. Vemos a sua concentração, seu empenho, sua dedicação a alguma atividade ou a falta dela e achamos que ali existe um mundo só dela, não acreditamos em egoísmo e nem enxergamos tristeza. E nesse caso e é só por isso que a achamos bonita.
Eu sou egoísta nesse quesito, aliás, acho que era. Mas de fato tenho minhas manias, tenho meus momentos e embora estejam ficando cada vez mais raros, ainda usufruo ao meu modo dessa tal solidão voluntária. Já senti até muita falta quando não a tinha e uma vez adquirida , demorei a me mexer antes que deixasse de ser uma opção e virasse uma condição.
E por fim, acho que “a necessidade de ser solitário” é mais um caso do tipo de coisa que vivemos com absoluta certeza em alguma fase de nossas vidas, pra logo em seguida viver o contrário com plena satisfação.
E fica pra depois essa aqui.
“Ninguém constrói nada sozinho”
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