Saudade de um tempo onde a displicência não feria.
Quando feria, eram feridas mal percebidas. Pois todo o sentimento era só para o amor, para aquele amor de segredo, para aquele amor novo e que desde cedo , logo eu queria que fosse velho. Que fosse antigo, que fosse pra sempre.
Mas hoje o amor é antigo e a saudade é daquele outro, daquele tempo em que não existia comparação. Sim. Dificilmente poderia se comparar algo tão forte e novo. Não! Não tinha comparação.
E o que se tem hoje?
Um amor de comparações e de diminuições, de tempo curto, de desculpas longas, de prazeres efêmeros, de disputa, raiva e feridas agudas. Um amor que não vale o respeito puro daquele que é incomparável.
Saudade então, daquele amor que não me media pela felicidade vinda do outro. Que não me expunha a dúvida que eu o merecesse ou que já, um outro amor , em segredo o tenha. Um novo amor que era meu.
Saudade daquele tempo de certeza. Das declarações indiretas, dos desejos diretos. Do amor que eu sabia, era meu. Saudade do tempo do sim. E do tempo onde o não, era somente um minuto antes do aceite, diferente de hoje, onde o não, é só a continuação do não de ontem, antes do não de amanhã.
Saudade daqui!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
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