
Nunca tive muita paciência para jogos de estratégia. Acho que até seria um bom estrategista se tivesse jogado mais cartas, batalha naval, war e banco imobiliário quando ainda estava na escola. Aliás, só não escreverei tudo o que eu deveria ter feito nos tempos de colégio além de estudar ou no lugar de estudar, pois o texto seria uma ode ao “vagabundismo” e isso passa longe das minhas intenções.
Mas é pura verdade e você vai concordar bem comigo. Algumas boas coisas pra vida nós aprendemos no ambiente escolar e não necessariamente sentados em frente ao quadro negro (verde ou branco). E uma delas deveria ser o pôquer, ou o truco, o vinte e um, o buraco , a cacheta, etc. Mas não foram e no final das contas hoje não sei usar o hífen e nem resolver uma equação de segundo grau, além , obviamente de ter esquecido como se jogam as cartas.
Posso até glorificar-me um pouco por estar perdendo só de 4x3 no meu mini-campeonato familiar de xadrez , contra um dos mais temerosos jogadores que conheço. Mas ele só tem onze anos , então acredito que o meu orgulho é relativo.
Bem, vimos que de estratégia sou bem fraco, mas tenho alguns bons conceitos guardados. O suficiente pra dizer que estou nesse momento, num dos mais delicados em que um jogador pode se encontrar.
Acabo de perder uma mão valiosíssima em troca de outra que me cantaram como um blefe, mas estou apostando todas as minhas fichas.
Tudo se encaminha para a hora em que as cartas deverão ser abertas e digo-lhes, que de rabo de olho, o que vejo é muito favorável, nunca foi tão favorável. Ou nem tanto assim, ou nem um pouco assim pra ser sincero.
Talvez eu devesse ter esperado antes de descartar a mão boa, e nesse momento ela se foi, não tem volta. Deixou-me em troca de quem fizesse uma aposta à sua altura. Se essa aposta é um blefe, não sei, esse é um jogo que já não é mais o meu.
Mas sobre a troca temos a conversar. Reluto ainda em achar que não foi feita uma troca. Não uma troca comum, o assim pelo assado, considerando se apenas o estado e a funcionalidade do “objeto”. Mas sim uma troca de valores agregados. Eu explico.
Cada um possui em si todas as condições para oferecer plenamente o que o oposto deseja amorosamente, claro, estou partindo de um estágio onde as necessidades básicas de aproximação, conquista e convívio já foram cumpridas. O que me parece, baseado no raciocino acima, é que o amor de cada pessoa vive um ciclo próprio podendo ou não permanecer por muito tempo na mesma fase e ritmo do ciclo da pessoa amada.
Acho e isso não passa de “achismo” de quem está a procura de boas explicações para as coisas que não possuem ou não precisam ser explicadas, que se por um lado essa teoria de inseto tonto pode dizer bastante sobre os desencontros da vida amorosa. Por outro também explica a estratégia e o jogo que cada um põe a mesa pra negociar o seu amor, dando valores e agregando qualidades, supondo que a pessoa amada encaixe-se em seu planejamento e o oponente possa menos.
E é isso, dessa forma que me encontro. Sem cartas nas mangas, com os bolsos vazios e uma carta apenas nas mãos.
Não vou lhes dizer sobre o que vejo no semblante dos demais jogadores, pois teria que revelar a minha esfinge de medo, nem vale também descrever as cartas abertas à mesa. O momento é de concentração, esperança e vontade que, diga-se de passagem, são péssimos elementos pra creditar à sorte no jogo que não seja de azar e sim de estratégia.
Mas assumo, ando sendo um péssimo estrategista , embora não perca a sorte como jogador, todavia, nunca existiu carta melhor em minhas mãos, juro!
Amém
Mas é pura verdade e você vai concordar bem comigo. Algumas boas coisas pra vida nós aprendemos no ambiente escolar e não necessariamente sentados em frente ao quadro negro (verde ou branco). E uma delas deveria ser o pôquer, ou o truco, o vinte e um, o buraco , a cacheta, etc. Mas não foram e no final das contas hoje não sei usar o hífen e nem resolver uma equação de segundo grau, além , obviamente de ter esquecido como se jogam as cartas.
Posso até glorificar-me um pouco por estar perdendo só de 4x3 no meu mini-campeonato familiar de xadrez , contra um dos mais temerosos jogadores que conheço. Mas ele só tem onze anos , então acredito que o meu orgulho é relativo.
Bem, vimos que de estratégia sou bem fraco, mas tenho alguns bons conceitos guardados. O suficiente pra dizer que estou nesse momento, num dos mais delicados em que um jogador pode se encontrar.
Acabo de perder uma mão valiosíssima em troca de outra que me cantaram como um blefe, mas estou apostando todas as minhas fichas.
Tudo se encaminha para a hora em que as cartas deverão ser abertas e digo-lhes, que de rabo de olho, o que vejo é muito favorável, nunca foi tão favorável. Ou nem tanto assim, ou nem um pouco assim pra ser sincero.
Talvez eu devesse ter esperado antes de descartar a mão boa, e nesse momento ela se foi, não tem volta. Deixou-me em troca de quem fizesse uma aposta à sua altura. Se essa aposta é um blefe, não sei, esse é um jogo que já não é mais o meu.
Mas sobre a troca temos a conversar. Reluto ainda em achar que não foi feita uma troca. Não uma troca comum, o assim pelo assado, considerando se apenas o estado e a funcionalidade do “objeto”. Mas sim uma troca de valores agregados. Eu explico.
Cada um possui em si todas as condições para oferecer plenamente o que o oposto deseja amorosamente, claro, estou partindo de um estágio onde as necessidades básicas de aproximação, conquista e convívio já foram cumpridas. O que me parece, baseado no raciocino acima, é que o amor de cada pessoa vive um ciclo próprio podendo ou não permanecer por muito tempo na mesma fase e ritmo do ciclo da pessoa amada.
Acho e isso não passa de “achismo” de quem está a procura de boas explicações para as coisas que não possuem ou não precisam ser explicadas, que se por um lado essa teoria de inseto tonto pode dizer bastante sobre os desencontros da vida amorosa. Por outro também explica a estratégia e o jogo que cada um põe a mesa pra negociar o seu amor, dando valores e agregando qualidades, supondo que a pessoa amada encaixe-se em seu planejamento e o oponente possa menos.
E é isso, dessa forma que me encontro. Sem cartas nas mangas, com os bolsos vazios e uma carta apenas nas mãos.
Não vou lhes dizer sobre o que vejo no semblante dos demais jogadores, pois teria que revelar a minha esfinge de medo, nem vale também descrever as cartas abertas à mesa. O momento é de concentração, esperança e vontade que, diga-se de passagem, são péssimos elementos pra creditar à sorte no jogo que não seja de azar e sim de estratégia.
Mas assumo, ando sendo um péssimo estrategista , embora não perca a sorte como jogador, todavia, nunca existiu carta melhor em minhas mãos, juro!
Amém
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