Em algum lugar do passado eu me lembro, lembro bem e isso é bem louvável se pensarmos que ando lembrando cada vez menos das coisas, de uma frase que dizia:
“Ninguém é uma ilha”.
Acho que ela diz muito, pelo menos a mim!
E acho bem assim, me acompanhem,
Nascemos, vivemos e morremos em sociedade e poderíamos até tentar, mas em “poucos casos” conseguiríamos viver com alguma comodidade e conforto sem que estabeleçamos algum tipo de convívio e troca, acredito que ninguém passa incólume à sociedade que vive.
Mais do que isso, é através dessas relações (sociais, familiares, comerciais, políticas, etc.) que alcançamos o nosso lugar no mundo, tudo bem, esse lugar nem sempre é lá aquela coisa, mas está lá, é teu e de mais ninguém.
Tá, os detalhistas vão me aparecer com histórias de miséria absoluta nos confins da África, Caribe ou até mesmo ali, logo ali no sertão. Tudo bem, tem gente sim, que nasce e morre sem ser ou conseguir ser alguém e em sua miserável passagem nesse mundo nos deixa quando muito um ponto pra cima ou pra baixo em alguma estatística.
Sem contar aquela notícia que o primo da cunhada disse que ouviu falar sobre um tal de eremita que vive muito bem , feliz e sossegado lá nos confins do pacífico. Não se faça de desentendida, não falo disso
Estou falando de um cotidiano todo nosso, meu , seu, do cara aí do lado e daquela senhora ali em cima.Aliás , para ser mais justo e direto, vou também entrar no papo. Vamos falar de amor então.
Lá do começo:
“Ninguém é uma ilha”.
Bem, sentimentalmente falando existe controvérsias. Mas de novo eu vou insistir no caminho da aceitação do que sugere a frase. Então eu sou do time do “sim” e espero que você deixe de simpatia com o time de lá, certo? De acordo?
Então, como dizia, acredito realmente que pensar a solidão como caminho , nos direciona a posição oposta ao sentido natural que temos na vida. O sentido do encontro, da troca, do compartilhamento e da soma.
Veja, é muita coisa pra ser desprezada. Tudo que se constrói parte de um principio de aglutinação e não de fragmentação. Estar só é perder o ponto de reflexão do nosso próprio eu. É perder a harmonia e o equilíbrio entre os desiguais e profundamente é mergulhar num encontro íntimo ao lugar nenhum.
Poxa, e você me diz, as crianças são lindamente tão só quando decidem fazer do seu momento um momento próprio e solitário no brincar, no brincar só.
E eu te digo, quantos momentos de intensa alegria se vivem no brincar acompanhado, antes e depois do estar só, quantas teorias são postas em prática, quantas sonhos são repartidos, quantas vontades são vivenciadas acompanhadas, depois daqueles momentos de intensa solidão voluntária.
Taí um termo interessante, “solidão voluntária”. È essa a solidão que admiramos no brincar só de uma criança. Vemos a sua concentração, seu empenho, sua dedicação a alguma atividade ou a falta dela e achamos que ali existe um mundo só dela, não acreditamos em egoísmo e nem enxergamos tristeza. E nesse caso e é só por isso que a achamos bonita.
Eu sou egoísta nesse quesito, aliás, acho que era. Mas de fato tenho minhas manias, tenho meus momentos e embora estejam ficando cada vez mais raros, ainda usufruo ao meu modo dessa tal solidão voluntária. Já senti até muita falta quando não a tinha e uma vez adquirida , demorei a me mexer antes que deixasse de ser uma opção e virasse uma condição.
E por fim, acho que “a necessidade de ser solitário” é mais um caso do tipo de coisa que vivemos com absoluta certeza em alguma fase de nossas vidas, pra logo em seguida viver o contrário com plena satisfação.
E fica pra depois essa aqui.
“Ninguém constrói nada sozinho”
“Ninguém é uma ilha”.
Acho que ela diz muito, pelo menos a mim!
E acho bem assim, me acompanhem,
Nascemos, vivemos e morremos em sociedade e poderíamos até tentar, mas em “poucos casos” conseguiríamos viver com alguma comodidade e conforto sem que estabeleçamos algum tipo de convívio e troca, acredito que ninguém passa incólume à sociedade que vive.
Mais do que isso, é através dessas relações (sociais, familiares, comerciais, políticas, etc.) que alcançamos o nosso lugar no mundo, tudo bem, esse lugar nem sempre é lá aquela coisa, mas está lá, é teu e de mais ninguém.
Tá, os detalhistas vão me aparecer com histórias de miséria absoluta nos confins da África, Caribe ou até mesmo ali, logo ali no sertão. Tudo bem, tem gente sim, que nasce e morre sem ser ou conseguir ser alguém e em sua miserável passagem nesse mundo nos deixa quando muito um ponto pra cima ou pra baixo em alguma estatística.
Sem contar aquela notícia que o primo da cunhada disse que ouviu falar sobre um tal de eremita que vive muito bem , feliz e sossegado lá nos confins do pacífico. Não se faça de desentendida, não falo disso
Estou falando de um cotidiano todo nosso, meu , seu, do cara aí do lado e daquela senhora ali em cima.Aliás , para ser mais justo e direto, vou também entrar no papo. Vamos falar de amor então.
Lá do começo:
“Ninguém é uma ilha”.
Bem, sentimentalmente falando existe controvérsias. Mas de novo eu vou insistir no caminho da aceitação do que sugere a frase. Então eu sou do time do “sim” e espero que você deixe de simpatia com o time de lá, certo? De acordo?
Então, como dizia, acredito realmente que pensar a solidão como caminho , nos direciona a posição oposta ao sentido natural que temos na vida. O sentido do encontro, da troca, do compartilhamento e da soma.
Veja, é muita coisa pra ser desprezada. Tudo que se constrói parte de um principio de aglutinação e não de fragmentação. Estar só é perder o ponto de reflexão do nosso próprio eu. É perder a harmonia e o equilíbrio entre os desiguais e profundamente é mergulhar num encontro íntimo ao lugar nenhum.
Poxa, e você me diz, as crianças são lindamente tão só quando decidem fazer do seu momento um momento próprio e solitário no brincar, no brincar só.
E eu te digo, quantos momentos de intensa alegria se vivem no brincar acompanhado, antes e depois do estar só, quantas teorias são postas em prática, quantas sonhos são repartidos, quantas vontades são vivenciadas acompanhadas, depois daqueles momentos de intensa solidão voluntária.
Taí um termo interessante, “solidão voluntária”. È essa a solidão que admiramos no brincar só de uma criança. Vemos a sua concentração, seu empenho, sua dedicação a alguma atividade ou a falta dela e achamos que ali existe um mundo só dela, não acreditamos em egoísmo e nem enxergamos tristeza. E nesse caso e é só por isso que a achamos bonita.
Eu sou egoísta nesse quesito, aliás, acho que era. Mas de fato tenho minhas manias, tenho meus momentos e embora estejam ficando cada vez mais raros, ainda usufruo ao meu modo dessa tal solidão voluntária. Já senti até muita falta quando não a tinha e uma vez adquirida , demorei a me mexer antes que deixasse de ser uma opção e virasse uma condição.
E por fim, acho que “a necessidade de ser solitário” é mais um caso do tipo de coisa que vivemos com absoluta certeza em alguma fase de nossas vidas, pra logo em seguida viver o contrário com plena satisfação.
E fica pra depois essa aqui.
“Ninguém constrói nada sozinho”
Um comentário:
Olha aí meu contraponto...
A solidão nunca é uma escolha propriamente dita. É uma condição, e também uma necessidade. Uma necessidade que só adquire sentido quando nos deparamos com o outro. Você falou e faz sentido: não vivemos sozinhos. Só penso que precisamos ficar sozinhos vez ou outra, para compreender onde nós terminamos e onde começa o outro.
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